sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cá estamos no mesmo mar de lama de sempre...

O blog de um cientista social não poderia deixar de falar sobre política! E nada mais é motivo de destaque no cenário político senão os roubos e falcatruas do ex-presidente José Sarney!

Um dos escândalos relacionados a ele se referem à sua casa em Brasília, com valor estimado de R$ 4.000.000,00. Casa essa que ele diz ter se esquecido de declarar à Receita, de modo que ele não pagava impostos por possuir a casa e ela não constava oficialmente como parte de seu patrimônio.
Sinceramente... se eu tivesse uma casa custando isso tudo eu certamente não me esqueceria dela... jamais!

Escândalos à parte, no final das contas quem tem razão é o Lula que, em defesa de seu antigo rival, disse: "Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum!". Pois o Lula está certo! Afinal, no Maranhão, tudo (escolas, hospitais, prédios administrativos,...) leva o nome de Sarney e de sua filha. Ou seja: Sarney não é um homem comum! Sarney é uma entidade metafísica, praticamente um Deus!
Enquanto Deus levou sete dias pra criar o mundo, Sarney levou dois dias pra criar o Maranhão. Nos outros cinco dias da semana, ele ficou descansando e, pelo visto, está descansando até hoje! É bem provável que ele também tenha se esquecido de que é presidente do Senado, pois foi o senador que menos compareceu ao Congresso no primeiro semestre!

Assim como o blog de um cientista social não poderia deixar de falar sobre política, o blog de um brasileiro não podia deixar de fazer piada com a própria desgraça... É o máximo que podemos fazer, já que somos obrigados a eleger tantos parlamentares, já que ninguém vai fazer nada contra a corrupção, e a nossa única opção é... se acostumar com tudo isso e encara tudo com bom humor! E essa parte nós já fazemos muito bem!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

100 Anos do Theatro Municipal II

E continua a cobertura popular do aniversário do Theatro Municipal...!

Como o apresentação foi em plena Cinelândia, aberto para todos os populares, não poderia deixar de existir os malandros que tentam - e, nesse caso, conseguem - assisitir ao concerto sentados ou em pé em uma estátua.
Como nesse evento não poderia ser diferente, a estátua da Cinelândia ficou tomada por mais de dez pessoas distribuídas entre a base de concreto e os braços, ombros e cabeças das esculturas de metal.
Além disso, todo bom festejo público conta com a participação de um bêbado que, neste caso, era uma das pessoas sentadas na estátua.

Eis que, antes da apresentação começar, aparece um gaiato vestido de Barack Obama, com bandeirinha dos EUA e tudo! E o cara realmente parecia com o presidente dos States. E ele, convidado aos brados pelo bêbado, também subiu na estátua, tremulando sua bandeira e sob os gritos de "Obama! Obama!", advindos das mais diversas partes da praça.
Ao começar a música, o suposto Barack se sentou junto aos outros na base da estátua. Em pleno concerto, um dos homens sentados na estátua se levanta e grita: "Olha! Tem uma barata!". Os que estavam na estátua se levantam, gritam e correm fugindo da barata e, quando o Obama se levanta, o bêbado novamente clama: "Olha, gente! O Obama tá aqui!". E a platéia volta a gritar "Obama! Obama!". E o concerto continuava.

Sentindo-se um tanto quanto ultrajado, o sempre simpático regente Roberto Minczuk se manifesta no intervalo entre as músicas:
- Bom, gente, agora a gente vai tocar uma obra muito delicada, e vamos precisar do máximo do silêncio de vocês!
Na prática, quase nada mudou... Mas valeu a tentativa!

domingo, 26 de julho de 2009

100 Anos do Theatro Municipal

Fazer cobertura de eventos qualquer um faz! Mas só o Sebastianistas disponibiliza a versão popular da cobertura semi-jornalística da festa dos 100 Anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro...
No palco, as tradicionais e sempre ótimas apresentações de orquestras, corais e do corpo de balé do Theatro. Na platéia, uma multidão enfurecida com o atraso de meia hora ocorrido no início do evento; e essa multidão, ao mesmo tempo, altamente participativa e engraçada. Espetáculos pagos geralmente são frequentados por aqueles que realmente gostam de música clássica, enquanto eventos gratuitos e ao ar livre acabam atraindo pessoas as mais diversas, tornando a apresentação ainda mais divertida e descontraída.

Antes da apresentação começar, Paulo Betti entregou selos postais e medalhas comemorativas a diversas autoridades e artistas.
E eis que ele anuncia no microfone:
- Senhor vice-governador, Luiz Fernando Pezão!
Vaias, muitas vaias por parte da platéia. Vaias minhas, inclusive!
- Secretária de Cultura, Adriana Rattes!
Mais vaias!
- Diretora do Theatro Municipal, Carla Camuratti!
Aplausos, assovios, mais aplausos...
- Presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio!
Silêncio por parte da platéia. Algumas pessoas se perguntavam: "Quem é esse cara?". E eu me perguntando: "O que presidente dos Correios veio fazer aqui!?".

Pior do que o ódio só mesmo a indiferença... Se a platéia fosse formada pelos tradicionais espectadores de concertos, haveriam muitas palmas. Só por protocolo, isso é verdade. Mas pelo menos o presidente dos Correios não sairia de lá se sentindo ultrajado e vítima da indiferença alheia...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mais Aniversários...

Depois do aniversário do meu pai e de mais alguns amigos, essa semana tivemos o aniversário da minha mãe, na segunda-feira, e do Theatro Municipal do Rio, ontem!
Parabéns para eles!

Homenagem Póstuma

Como eu já havia dito, a morte de Michael Jackson gerou um alvoroço impressionante na vida das fãs escandalosas e - principalmente - na vida dos camelôs cariocas. Não há mais ninguém vendendo o novo dvd do Roberto Carlos "Elas Cantam com o Rei". Todos só vendem agora "Os Melhores Momentos de Michael Jackson".

E mais de uma semana da morte dele, ainda resolvem fazer algo que inicialmente seria uma "homenagem". A "singela homenagem póstuma" acabou se convertendo no maior show-espetáculo-enterro da história dos EUA e, provavelmente, do mundo!
A idéia de rememorar os melhores momentos dele foi boa, sim. Mas não da forma como foi feita... O que de fato ocorreu foi uma espetacularização da morte do cara! A filha dele chorou, a irmã chorou, até o pai - conhecido pelos fãs como "O Insensível" - deve ter chorado! A festa toda teria sido uma beleza, se não fosse pelo simples fato de que havia um caixão na frente do palco!
Gente, vocês não entenderam! tinha um caixão na frente do palco! O corpo do Rei do Pop estava apodrecendo lá há mais de uma semana! Tinha um caixão com o corpo do cara apodrecendo lá dentro! E ainda com holofotes voltados diretamente para ele! E as pessoas estavam gritando, sorrindo, chorando, cantando na frente do homem morto!

Tirando essa parte, a festa realmente deve ter sido maravilhosa! Tão maravilhosa que os fãs e amigos saíram de lá satisfeitos e até se esqueceram de que o Michael precisava ser enterrado!
Resultado: passaram mais uma semana tendo como principal assunto dos telejornais a pergunta: "Onde enterraram Michael Jackson!?"
E começaram novas especulações: no dia seguinte, o Superpop já falava que haviam vultos andando por Neverland. A solução para a questão foi dada imediatamente pela apresentadora do programa : "É o fantasma de Michael!"

Depois dessas notícias todas, muitas pessoas descobriram que o amam mais do que elas próprias pensavam, outras poucas continuaram a odiá-lo, outras ainda se juntaram ao grupo dos que têm pena dele...
Acho que estou nesse último grupo... Garrett, personagem do filme "Quatro Casamentos e Um Funeral", dizia que funerais eram muito melhores que casamentos, pois nos enterros todos estavam imensamente envolvidos com a situação, pois sabiam que um dia necessariamente passariam por aquilo.
O funeral de MJ foi mais um show do que um funeral! Aliás, 0 que faltou naquele evento foi justamente o enterro! Fiquei com pena dele por estavam todos envolvidos com o legado dele, e não com ele em si!
Mas tudo bem... pelo menos por enquanto pararam de chamar ele de psicopata pedófilo!

p.s.: desculpe pela piadinha infame da foto! É que eu recebi essa imagem por e-mail e não pude deixar de colocá-la aí...