
quinta-feira, 26 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Encontro com a Fé
domingo, 22 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
No, We Can't!

Muito se depositou de confiança no novo governo norte-americano. Passados dois meses da posse de Barack Obama, percebe-se nele a vontade de tentar recuperar o país - e, indiretamente, o mundo - da crise econômica. Mas Obama pode ser o homem errado na hora errada com as idéias erradas... enfim, torçamos para que algo dê certo!
Na campanha à presidência, os Democratas a todo momento ressaltavam a relativa juventude de Barack Obama, ao passo que os Republicanos defendiam a idade e a experiência de John McCain. Pobre John!
Segundo o cientista político francês Roger-Gérard Schwartzenberg, os governantes precisam se assimilar a uma imagem e transmití-la até o fim de sua vida pública. John McCain, como um senhor de idade mais avançada, representa a experiência, o conservadorismo - a típica imagem do pai. Já Obama se ligou à sua juventude para transmitir os ideais de renovação, mudança, progresso e inovação política. Ele pode não ter experiência, mas fará de tudo para ajudar seus semelhantes - a imagem do irmão, do amigo. Justamente a mudança que os norte-americanos precisavam depois do conturbado governo Bush...
No entanto, em tempos de crise - já diria Schwartzenberg - o público precisa de alguém que o salve, não de alguém que apenas entenda esse sofrimento. É aí que Obama se contradiz. Sua aparente amizade e simpatia foram substituídas por uma expressão austera, preocupada e distante - a conscientização de que a crise econômica está sendo pior do que ele imaginava! Essa sobreposição de imagens - o amigo Obama se tornando um pai acolhedor e heróico - faz com que o público que o elegeu não mais o conheça de fato, fazendo com ele perca parte de seu apoio popular.
Mas ao passo que Obama se esforça para reverter a crise, parece ter esquecido sua promessa de retirada de tropas do Iraque. E é muito provável que o abandono desse projeto se deva a forças ocultas - mas não tão ocultas assim!
Desde os ataques de 11 de setembro, o Exército norte-americano passou a depender ainda mais da ajuda de companhias militares privadas, entre elas a Blackwater USA. Essa companhia treinava soldados e vendia armamentos e veículos de combate para o Exército estadunidense. No entanto, mais recentemente, passou a também enviar seus soldados para o conflito no Iraque. Hoje, a proporção entre o número de contratados e o de soldados na Guerra do Iraque chega a ser de 1 para 3. Ou seja, o governo não está sozinho nessa guerra!
Se Obama quiser tirar suas tropas do Iraque AGORA, os soldados da Blackwater - que desde 2007 passou a se chamar Blackwater Worldwide - podem se recusar a sair do país, já que não estão submetidos ao Exército, mas a um simples contrato com o governo. Um conflito entre os EUA e o "terrorismo" pode se tornar uma guerra particular! O interessante é que esses soldados contratados estão imunes às leis iraquianas e aos preceitos da diplomacia, já que eles tem apenas um contrato com os EUA e não estão ligados diretamente a um Exército oficial!
O desfecho desse conflito configurará uma situação inédita na História. E não será uma guerra que apenas um presidente - por mais bem-intencionado que esteja - consiga levar a cabo!
Fonte principal: "Blackwater - A Ascensão do Exército Mercenário Mais Poderoso do Mundo", de Jeremy Scahill
terça-feira, 3 de março de 2009
Ah, se São Pedro soubesse...

Todo bom e tradicional norte-americano preza, acima de tudo, pela sua confortável casa nos subúrbios de uma metrópole e por sua caminhonete perua (seu carro que comporta a família inteira e mais um pouco).
No Brasil, essa situação não é muito diferente. Nada fascina mais os grandes patriarcas da classe média do que sua casa de veraneio - geralmente uma casa de praia - vista como o retiro do guerreiro, o pouso do trabalhador autônomo e do incansável burocrata do serviço público.
Como sou parte dessa classe média, passo os carnavais em São Pedro D'Aldeia, onde temos o nosso retiro familiar, fonte de orgulho por parte de meu pai.
Nos bairros de lá, são poucos os blocos e manifestações carnavalescas. Não que eu seja um grande entusiasta dessa festa, mas gosto de ao menos participar um pouco. Assim, passei o carnaval no centro de São Pedro. Lá tem um bloco que toca marchinhas antigas acompanhadas por bonecões de Olinda - que não são de Olinda, eu sei, mas a idéia é a mesma.
Quão surpreso não fiquei ao reparar que o Centro havia passado por grandes obras! Finalmente Paulo Lobo - o prefeito, carinhosamente apelidado pelos moradores da região de Paulo Roubo - resolver fazer alguma obra durante sua gestão!
Mas, como já era de se esperar em tempos de carnaval, a desordem se sobressaiu às reformas urbanas. E imaginar que churrasco grego era proibido no estado do Rio! Lá era o que mais tinha... e a barraca de churrasco grego ainda contava com a presença de uma bandeira da Grécia, pra assegurar que o churrasco era grego mesmo! Além disso, ainda havia venda de absinto por lá (eu achei que também fosse proibido...).
De frente à praça central da cidade, encontramos a gloriosa Drogaria do João - que ainda conta com uma foto do João no letreiro! Mas o que mais me intrigou foi uma propaganda de promoção na barraca de cds piratas:
1 cd........R$3,00
2 cds......R$5,00
3 cds......R$10,00
Reparem que é mais barato comprar três cds separadamente (9,00) do que aproveitando a promoção (10,00)!
A sorte dos aldeenses é que São Pedro - padroeiro da cidade - deve estar ocupado demais em seu trabalho na Porta do Céu e não deve ter reparado esses probleminhas. Caso ele soubesse e o perguntassem se era ele o padroeiro da cidade, ele nagaria... por três vezes, assim como fez com Jesus!
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